Publicidade
Esporte
Diego Mello fala sobre carreira e passagem pelo União Frederiquense no Jogada Ensaiada
Ex-técnico e preparador físico relata experiências no Brasil e no exterior e comenta atuação no clube frederiquense
Por: Diego Macagnan
Publicado em: terça, 07 de abril de 2026 às 14:48h
Atualizado em: terça, 07 de abril de 2026 às 15:06h

O Jogada Ensaiada desta segunda-feira, 6, recebeu o ex-técnico do União Frederiquense, Diego Mello, que possui 21 anos de experiência no futebol. Ele iniciou sua carreira no Grêmio em 2005, permanecendo até 2012, e trabalhou com profissionais como Márcio Ribeiro, Julinho Camargo, William Thomas, Rodrigo Caetano, Paulo Autuori e Edson Aguiar, destacando Emanuel de Freitas na base do clube. Durante a entrevista, Mello abordou sua trajetória, experiências em clubes nacionais e internacionais, além da passagem pelo futebol regional.

Publicidade
Publicidade

Experiência no futebol internacional e retorno ao Brasil
Mello relatou passagem pelo futebol grego, onde atuou na equipe Panachaiki, na cidade de Patras, participando da Copa da Grécia. Segundo ele, o período no exterior exigiu adaptação a outro modelo de trabalho e organização. “O futebol tem contextos diferentes. É preciso compreender a rotina, o ambiente e a forma de condução do grupo”, afirmou.

Após a experiência internacional, retornou ao Brasil para trabalhar no Paraná, ao lado de Argel Fuchs, e posteriormente no Boavista, clube do Rio de Janeiro estruturado como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Na equipe carioca, integrou a comissão técnica que chegou à semifinal do Campeonato Carioca. “Cada clube tem uma forma de gestão. É necessário entender o funcionamento interno e alinhar o trabalho com a comissão e os atletas”, disse.

Diferenças entre clubes e modelo SAF
Durante a entrevista, Mello comentou sobre a diferença entre clubes com gestão tradicional e aqueles estruturados como SAF. Ele destacou que o modelo exige adaptação, especialmente na relação entre gestão e futebol. “A SAF trabalha com metas e planejamento. Mas é necessário equilibrar os dados com a realidade do vestiário”, afirmou. Mello acrescentou que o uso de indicadores físicos e estatísticos deve ser interpretado dentro do contexto de cada atleta. “A informação é importante, mas precisa ser compreendida. Não basta ter o número, é preciso saber o que ele representa dentro do jogo”, disse.

Preparação física e rotina dos atletas
Mello explicou que a preparação física no futebol exige acompanhamento individualizado. Segundo ele, fatores como idade, histórico de lesões e rotina interferem diretamente no rendimento. “Cada atleta responde de uma forma. Um jogador mais experiente tem uma necessidade diferente de um atleta em início de carreira. O atleta passa por testes, responde questionários e é monitorado. Mas o contato direto ainda é fundamental para entender como ele está”, disse Diego Mello.

Passagem pelo União Frederiquense
Sobre a experiência no União Frederiquense, Mello afirmou que o trabalho envolveu organização do grupo, preparação física e condução do vestiário. “No profissional, o treinador precisa conduzir o grupo. O trabalho passa pela organização e pelo relacionamento com os atletas”, declarou.

O ex-técnico do Leão da Colina destacou que a comissão técnica contou com profissionais como Foletto e Rafael Barbosa, doutor em preparação física, com atuação na estruturação dos treinos. “O trabalho foi baseado em organização e acompanhamento dos atletas. O desempenho passa por esse conjunto”, disse.

Saída durante a competição
Mello também comentou a saída do clube, que ocorreu durante a competição, em meio à partida contra o Tupi de Crissiumal no dia 30 de abril de 2023. Segundo ele, a decisão foi tomada a partir de divergências internas e da avaliação de que a continuidade não seria adequada naquele momento. “Foi uma decisão profissional. Entendi que não havia mais condições de seguir naquele contexto”, afirmou. O então técnico do Tricolor de FW relatou que fatores como desgaste, pressão e diferenças na condução do trabalho contribuíram para o desligamento, devido a problemas com o empresário Pablo Bueno, que administrou o União em 2023 “O futebol envolve muitas decisões fora de campo. É necessário avaliar o ambiente e entender o momento”, disse.

Relação com o clube e pessoas do União
Apesar da saída, Mello afirmou que mantém relação positiva com pessoas ligadas ao União Frederiquense. Ele citou integrantes do clube e da comunidade local com quem construiu vínculo durante o período. “Tenho respeito pelas pessoas que trabalham no clube e pela forma como fui recebido”, afirmou. Entre os nomes mencionados estão Samuel da Silva, Celson Oliveira, Edison Cantarelli, o motorista conhecido como Nine (Jacir Mazzonetto), e o médico, José Dalmiro. “São pessoas que fazem parte do dia a dia do clube e contribuem para o funcionamento. O contato com elas foi importante durante o período em que estive na cidade”, disse.

Visão sobre o futebol
Mello afirmou que o futebol exige integração entre conhecimento técnico e experiência prática. Segundo ele, o trabalho envolve preparação física, leitura de jogo e gestão de grupo. “A ciência auxilia, mas o futebol também depende da observação e da experiência. O resultado está ligado a esse conjunto de fatores”, disse.

Continuidade na carreira
Ao final da entrevista, Mello afirmou que pretende seguir atuando no futebol, com foco na preparação de atletas e no trabalho em comissões técnicas. “O objetivo é continuar trabalhando no futebol, aplicando o que foi desenvolvido ao longo da carreira”, afirmou. Segundo Mello, a experiência acumulada em diferentes clubes e contextos contribui para a adaptação a novas oportunidades. “O futebol exige atualização constante e capacidade de adaptação”, concluiu.

Fonte: Jornal o Alto Uruguai