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Entre golpes e recomeços
Lutador frederiquense se prepara para estrear no maior campeonato de MMA do estado
Ex-goleiro de futebol, Rafael Rodrigues, trocou os campos pelas artes marciais para combater a depressão
Por: Eduardo Faria
Publicado em: quarta, 25 de março de 2026 às 14:54h
Atualizado em: quarta, 25 de março de 2026 às 15:02h

Nem sempre a arte marcial é vista com bons olhos por parte da população. Um esporte considerado violento por alguns, na verdade, serve como uma forma de terapia para os seus praticantes. Um bom exemplo a ser citado é o caso de Rafael Rodrigues, frederiquense de 25 anos, que encontrou nas artes marciais um lugar de apoio para os seus momentos mais difíceis e está a menos de um mês de estrear no principal campeonato de MMA do Rio Grande do Sul, o Master Fighting Championship.

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Aliado nos piores momentos

Ex-atleta de futebol, Rafael Rodrigues iniciou nas artes marciais em 2018, quando tinha 17 anos de idade, praticando Muay Thai. Tendo que pendurar as luvas de goleiro, o frederiquense viu na luta a possibilidade de seguir praticando esportes e de lutar contra um momento difícil de depressão que diz ter sofrido na época.

Na modalidade de luta, Rafael realizou oito lutas na carreira, vencendo seis delas, mas sempre almejando um cenário maior, o do MMA. Para isso, o lutador começou a praticar também o Jiu-jitsu no ano de 2023, com o objetivo de aperfeiçoar a sua luta no solo, o que o possibilitou de competir em uma das principais competições de MMA do Rio Grande do Sul.

Preparação para o grande dia

Com pouco menos de um mês para o combate, que acontecerá no dia 18 de abril, em Canoas, Rafael Rodrigues treina em duas academias diferentes, a Raja Fight – onde pratica e dá aulas de Muay Thai – e na Equipe A, onde desenvolve o seu Jiu-jitsu.

Neste curto período que resta, o lutador diz estar trabalhando muito a sua luta no solo, já que seu adversário – Gabriel Bernardo – é um atleta faixa preta de Jiu-jitsu. Contudo, Rafael segue treinando o seu combate em pé, que é o seu ponto forte durante a luta.

Quanto ao nervosismo, Rafael diz não estar tão ansioso quanto na época que competia no Muay Thai e conta que se sente feliz por todo o apoio que vêm recebendo e pelo auxílio de duas academias diferentes.

A vida

Para finalizar, o atleta de 25 anos fala da importância da arte marcial para a sua vida e de como se sente em casa praticando a luta. “Se tiver algo que eu gostaria de passar adiante é isso, a arte marcial, algo que não tem fim, que se espalha por gerações e que ajuda milhares de pessoas a ter uma vida melhor, um foco, uma mentalidade e um auto controle.”, destaca.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai
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