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Geral
Carlos Joel deixará presidência da Fetag-RS
Dirigente passará assumirá a Afubra em março
Por: Diego Macagnan
Publicado em: quinta, 26 de fevereiro de 2026 às 12:30h
Atualizado em: quinta, 26 de fevereiro de 2026 às 12:36h

Carlos Joel da Silva deixará na sexta-feira, 27, a presidência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), após 15 anos de atuação na entidade, sendo 11 como presidente em três mandatos consecutivos. A transmissão do cargo ocorrerá em solenidade em que o vice-presidente Eugênio Zanetti assumirá o comando para concluir o quadriênio 2024-2028.

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Natural de Cachoeira do Sul, Silva presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, foi vereador e secretário municipal do Interior. Em março, passará a integrar a diretoria executiva da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) como segundo secretário, atuando na interlocução institucional com produtores, entidades representativas e imprensa. Ele trabalhou por 18 anos na fumicultura ao lado do pai e coordenou a comissão de tabaco da Fetag-RS, participando de negociações anuais do setor.

Durante sua gestão, foram instituídas cotas para jovens nas diretorias da federação e dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs), e a entidade obteve credenciamento para prestar assistência técnica em nível estadual e federal. Também atuou em pautas como crédito rural, habitação, irrigação, programas de troca-troca de sementes e Previdência Rural.

Eugênio Zanetti, agricultor familiar de Veranópolis e produtor de uva e pêssego, atua no movimento sindical desde a década de 1990. Desde 2020, exercia a vice-presidência e a diretoria de Política Agrícola da Fetag-RS. A vice-presidência passará a ser ocupada por Elisete Kronbauer Hintz, de Ijuí. À frente da federação, Zanetti projeta ampliar a representação de mais de 200 mil famílias agricultoras no Estado. A gestão está estruturada em quatro eixos: fortalecimento dos STRs com campanhas de sindicalização e qualificação de serviços; criação de observatório da agricultura familiar com indicadores de produção, crédito, seguro, preços e clima; intensificação da atuação institucional em Brasília e junto ao governo estadual; e campanha sobre o papel da agricultura familiar na segurança alimentar e na economia dos municípios.

Fonte: Jornal o Alto Uruguai